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17 Abril 2016
Autor:  

 

بسم الله الرحمن الرحيم 
Em nome de Allah, O clemente o Misericordioso

 

CALENDÁRIO ISLÂMICO

(Sobre o mês de Ramadhán)

O calendário islâmico é lunar e não solar, pois através do sol nunca se obtém a ciência que determina o início e mesmo o final do mês. O sol indica a determinação da duração de uma parte do dia. Assim, se define o dia período do tempo que decorre do nascer do sol de um dia ao nascer o sol do outro dia. E a composição do dia inteiro, requer a escuridão da noite e o brilho do dia. O nascer do sol, não representa nenhum sinal distinto aparente e superficial que o gênero humano possa entender, porém no aparecimento da Nova Lua  se aprecia uma forma distinta do início de cada mês lunar. Portanto, vê-se que no sistema lunar há sinais distintos que dá a percepção do início do mês, que aponta no aparecimento da nova Lua.

O sol apenas define o dia, sendo por isso que os atos rituais islâmicos estão ligados aos sinais cósmicos aparentes, nesse caso a nova lua, e depois toma-se o sol para se definir o período do dia, pois a Lua não se define o período diário. Logo toma-se o sol na definição do período do dia composto entre a escuridão da noite e do brilho do sol, e da Lua do período do Mês.

A contagem do calendário islâmico se inicia /á noite, após pôr-do-sol. Assim, também a contagem do mês do Ramadhán se inicia a noite a partir da Oração de Maghrib.

Quando a nova lua aparece anuncia-se o mês de Ramadhán, e o mesmo ocorre seu termino com aparecimento da nova Lua. Portanto o Islam instituiu as práticas devocionais RamadHanitas, ao ano lunar e não solar, pois todos os atos baseados ao calendário solar, não muda de estação de tempo, porém tudo baseado no calendário lunar se sujeita em alteração de período de estação de tempo.

Quando os meses lunares e suas estações estão sempre em mutação continuo, os períodos do tempo dos dias, e das noites seguem o mesmo sistema de mutação, para mais ou para menos, assim o mês de jejum em cada país, é presenciada em todas as estações do tempo, na Primavera, no Verão, no Outono e no Inverno, e todos os jejuadores muçulmanos têm a oportunidade de usufruir dos seus dias, bons e maus, quentes e frios.

O jejum do Ramadhán por ser um mês lunar, roda e gira calhando em todas as estações do tempo num período de trinta e cinco anos. Desta forma todos os muçulmanos conseguem experimentar o Jejum do Ramadhán em todas as estações de tempo

 

Significado do Ramadhán

A palavra Ramadhán, deriva da língua árabe, da grafia “RAMADH رَمَضُ-”, que quer dizer; Calor Extremo - ato de abafar com calor seco extremo-  - Ramdhá – Pedrinhas quentes – Isto indica a origem da palavra.

Etimologicamente o termo Ramadhán transmite o conceito de algo semelhante do significado. Pois, o jejum pode causar calor e queimaduras devido a sede. E a devoção e a dedicação nas ações devocionais islâmicos, queima os pecados de seu praticante. E através jejum se produz amor para com Criador.

Portanto, o termo Ramadhán, se refere o nono mês do calendário lunar, islamicamente conhecido como o mês das bênçãos, do perdão, da conquista e da misericórdia.

Resume-se aos fatores que agrega aos eventos de valores marcantes que mudam, e mudaram a história dos gêneros humanos ao longo de sua história natural, a ressaltar a estruturação e a manutenção do mesmo, com intuído do contexto do seu existir, conformando-lhes o reconhecimento absoluto de sua estrutura condicionada com valores de propósitos por existir.  Assim, é mencionado dentro do Livro SagradoO Ramadan, é o mês em que foi revelado o Al-Qur`án, um guia para as pessoas, com as evidencias claras de orientação e do critério...

De salientar, que esse grande mês, não se resume somente ao jejum do Ramadhán. Porém, o jejum é um dos eventos sagrado que ocorre do início ao termino do mês, além do jejum, há mais coisas acontecendo e os quais aconteceram dentro desse mês sagrado, conforme observamos a evidencias.

Um dos principais e privilegio do mês do Ramadhan, foi de que o Al-Qur`án sagrado foi revelado durante o mês, fazendo dele como o modo de vida que agrega valores humanismo para todos, independentemente de sua condição regional, político, econômico e social, pois do evento que ocorreu no Ramadhán, colocou o gênero humano ao mesmo nível sem distinção, ou seja, sua ligação padrão de gota seminal, da desenvoltura, e ao pó. Pois através do alcorão sagrado, a mante do gênero se desenvolveu de modo criterioso, a optar as coisas de forma clara descritível com códigos mapeáveis, tangíveis com argumentos compatíveis aos fatos dos atos em manifestos.  

 Do mês do Ramadhán, um reflexo do resumo da missão do gênero humano, onde vivencia-se de tudo como um todo, porém de forma consciente e submissa. Da literatura Alcorânica, da ligação dos seres, e do reconhecimento dos gêneros, forma-se uma base com único significado. Assim o profeta Muhammad, (swa) enfatizava a natureza durante este mês.

    

O Jejum do Mês do Ramadhán

 Deus Altíssimo disse no Alcorão Sagrado:“Ó crentes, está-vos prescrito o jejum, tal como foi prescrito aos vossos antepassados, para que temais a Deus.” (2:183).

O jejum é uma prática antiga e recorrente na história dos povos. Deus não deixou nenhum povo sem instituir-lhe o jejum. Nós não encontramos no Alcorão Sagrado uma especificação quanto à natureza desse jejum prescrito aos antepassados e suas regras. Porém, encontramos um texto a respeito do jejum no que Deus nos revela a respeito de Zacarias (a.s.): “Disse-lhe: Teu sinal consistirá em que não fales com ninguém durante três dias, a não ser por sinais” (3”41) e disse para Maria (a.s.): “Se vires algum humano, faze-o saber que fizeste um voto de jejum ao Clemente, e que hoje não poderás falar com pessoa alguma” (19:26).

 

Sobre o Jejum

No mundo real, o homem não é o único ser jejuador. Todas as criaturas vivas passam por um período de jejum, mesmo tendo excesso de comida na natureza ao seu redor. Os animais jejuam, os insetos jejuam, e mesmo as plantas jejuam. Dentre os animais, há aqueles que hibernam por dias ou meses seguidos, deixando de se movimentar e se alimentar. Dentre as aves, há aquelas que permanecem no ninho sem se alimentar em estações específicas, a cada ano. Alguns peixes enterram-se no fundo do oceano ou do rio por um período específico, sem se alimentar.Os insetos, também, se abstêm do alimento.

É curioso saber que essas criaturas, quando saem do jejum, estão com mais energia e vitalidade. O animal renova a pele e o pêlo. O pássaro adquire novas penas, começando a se acasalar e a cantar. Os insetos saem para comer e se multiplicar rapidamente. Todas essas verdades fizeram os naturalistas considerar o jejum um fenômeno natural e benéfico para o organismo. Isso significa, na linguagem científica, que o jejum é necessário para a vida humana e sua saúde, como o alimento, a respiração, o movimento e o sono. A respeito disso, o Mensageiro de Deus (SAW.) disse: “Jejuai, que tereis saúde.” E disse, ainda: “O ser humano não enche uma vasilha menos do que o seu estômago, pois o homem necessita de pouco alimento para fortalecê-lo. Quando a pessoa se alimentar, deve reservar um terço para o alimento, um terço para a água e um terço para si mesmo.” Há muitos ditos em que os médicos de toda a humanidade demonstram a importância do jejum, principalmente quanto à saúde, uma vez que o estômago é o berço das doenças.

Com isso define-se o jejum, uma espécie de tratamento. É como se a pessoa ingerisse trinta comprimidos, uma vez por ano, para fortalecer o estômago e filtrar o sangue, revigorando os tecidos do corpo. Deus diz a verdade quando afirma: “Deus vos deseja a comodidade e não a dificuldade” (2:185). O jejum não traz benefícios orgânicos para a pessoa, apenas, mas traz grandes lições de ordem social e até econômica.

Do jejum emprega-nos ao modo disciplinar, um fenômeno para a igualdade entre os seres humanos; da fome, da paciência e da sede, praticada tanto pelos economicamente possuem a facilidade de sustendo, como por aqueles que não possuem essa facilidade.

Manfaluti, em seu livro “As Especulações”, escreveu: “Passei na noite de ontem por um homem pobre e aflito e, ao vê-lo colocando a mão sobre o estômago, como se estivesse sentindo dores, fiquei com pena dele. Perguntei o que ele sentia e ele se queixou da fome. Aliviei-o, dando-lhe o que podia para se alimentar. Deixei-o e fui visitar um amigo rico. Fiquei surpreso ao vê-lo com a mão no estômago, queixando-se das mesmas dores que o pobre se queixava. Perguntei o que ele sentia e ele se queixou do estômago

Disse: bom seria se aquele rico desse para o pobre o que sobra de seu alimento. Assim, nenhum dos dois se queixaria de dor alguma.” Por isso o ditado sempre diz a verdade: “O estômago do rico é uma vingança da fome do pobre.”

Não é possível imaginar que o homem é homem até vê-lo praticando caridade, pois não se vê diferença, organicamente falando, entre o ser humano e o animal além da prática do bem. Quanto a esse aspecto, as pessoas podem ser classificadas em quatro tipos:

1.O tipo que faz bem aos outros para aproveitar a sua prática para si mesmo (ou seja, obter benefício próprio). É o déspota opressor, que nada conhece da prática do bem além de escravizar as pessoas;

2. O tipo que pratica o bem para si mesmo e não o pratica aos outros. Esse é o ávido e voraz, que deveria saber que é impossível que o sangue líquido se transforme em ouro concreto e mate, por ele, todas as pessoas;

3. O tipo que não faz o bem nem para si, nem para os outros. Esse é o avarento insensato, que faz o estômago passar fome para aumentar o seu caixa;

4. O tipo que faz o bem para si e para os outros. É difícil classificá-lo. Talvez seja aquele a quem o filósofo grego, Diógenes, procurava. Quando foi perguntado por que ele caminhava com a sua lamparina acesa durante o dia, respondeu: “Estou à procura de um homem.” Por isso, vemos o Príncipe dos Crentes, Ali ibn Abi Tálib (a.s.), orientando-nos para esses magníficos valores, ao dizer: “Se eu quisesse, teria tomado o caminho que me levaria aos (prazeres deste mundo como) puros néctares, boas sementes e roupas de seda; mas não é possível que minha paixão me leve a essas coisas e que minha gula me leve a escolher bons alimentos, enquanto no Hijaz ou em Iamama ( pequenos vilarejos da antiga arabia)  talvez haja pessoas que não têm esperanças de obter um pão, ou que não têm uma refeição completa.

Dentre os objetivos principais do jejum está adquirir temor a Deus.

O temor é uma longa e difícil ação disciplinar que necessita de exercícios. O jejum é uma escola divina para se temer a Deus. O temor é a colheita do mês do jejum, sim. O temor é um dos elementos que movimentam os corações, que conduzem à pratica e à obediência a Deus, ao desejo de satisfazê-Lo e à ambição de alcançar o Paraíso. O temor evita os corações de corromperem o jejum com a desobediência. O temor é um dos objetivos procurados pelos crentes com suas almas. O jejum é um dos caminhos de obtê-lo.Ele limpa da fronte do crente as fadigas da vida, realizando o equilíbrio entre a matéria e o espírito, impulsionando-o para um local digno.

O temor, que emana tanto do coração como da língua, o temor que invade os sentimentos, as vontades, os órgãos e as asas. O temor, que cria no coração do crente a confiança e a convicção, fazendo-o viver numa situação segura.

“Ó crentes, está-vos prescrito o jejum, tal como foi prescrito aos vossos antepassados, para que temais a Deus.” (2:183).

A expressão “para que” no versículo acima tem o sentido de preparação para o temor a Deus, obedecendo-O, observando-O e respeitando-O. Isso é representado pelo jejum. O crente se abstém, num tempo determinado, dos desejos do corpo e das suas necessidades, convicto de que se não fosse a observação de Deus quando se priva dos desejos, não teria paciência de se abster, ao ver as dádivas de Deus na forma de alimento e bebida na sua frente. Ele, porém, não os consome, apesar de sua necessidade. Ele se abstém em obediência a Deus, para se aproximar d’Ele e pedir-Lhe a magnífica recompensa.

 Aquele que comete o ilícito, enquanto estiver jejuando, sem dúvida que o jejum não causa nenhuma influência nele. Quem jejua e comete o pecado não pode ser incluído entre os que temem a Deus. O Profeta (S.) disse: “É nulo o jejum da pessoa que se priva apenas da comida e da bebida.”

E disse: “É nula a vigília de quem só aufere com a sua vigília a falta de sono.” E disse: “Ao jejuar, devem jejuar contigo a audição, a visão e a língua de pronunciar calúnia; deves evitar prejudicar o vizinho e atuar com calma e serenidade.

Não deves igualar entre o dia em que jejuas e o dia de deixar de fazê-lo.” Um anônimo disse: “Se a minha audição não jejuar, Nem minha visão, nem a minha língua, A minha sorte do jejum, então, é a fome e a sede. E mesmo que diga que jejuei, não o fiz.” Portanto, é dever do jejuador utilizar os seus órgãos como via para obter o temor a Deus.

Peçamos a Deus que, do alto de Sua magnânima generosidade, nos faça vestir o manto do temor a Ele, que nos oriente para a felicidade e

5 - O jejum (saum) é prescrito como obrigação religiosa para todos os muçulmanos e muçulmanas – exceto crianças – durante o mês do Ramadhán.

 

 

 

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