Muhammad Mensageiro de Allah

20 Abril 2016
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Os livros celestiais anteriores; a Torá e o Evangelho, anunciavam a proximidade do envio do Mensageiro de Allah, conforme as evidencias contidas nos versículos dos mesmos. Os sábios pertencentes aos Povos do Livro (Judeus e os Cristãos) veiculavam notícias a respeito dele por toda a Península Arábica, pois liam em suas Escrituras sobre a proximidade do envio de um novo Profeta, que inundaria o mundo com a luz, a orientação e a bênção de Allah. Apesar das adulterações e das mudanças que estas Escrituras sofreram ao longo dos tempos, mantiveram informações verídicas sobre este fato. Conforme mencionado no Evangelho de João: “Se me amais, guardareis os meus mandamentos. E eu rogarei ao Pai e Ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre.” (João, 14:15-16). A palavra “Consolador” é a tradução alterada da palavra grega Paraclytos, em árabe Ahmad – “Louvável”, o nome do Nobre Profeta, também chamado Mohammad (S).



بسم الله الرحمن الرحيم 
Em nome de Allah, O clemente o Misericordioso



Os livros celestiais anteriores; a Torá e o Evangelho, anunciavam a proximidade do envio do Mensageiro de Allah, conforme as evidencias contidas nos versículos dos mesmos. Os sábios pertencentes aos Povos do Livro (Judeus e os Cristãos) veiculavam notícias a respeito dele por toda a Península Arábica, pois liam em suas Escrituras sobre a proximidade do envio de um novo Profeta, que inundaria o mundo com a luz, a orientação e a bênção de Allah. Apesar das adulterações e das mudanças que estas Escrituras sofreram ao longo dos tempos, mantiveram informações verídicas sobre este fato. Conforme mencionado no Evangelho de João: “Se me amais, guardareis os meus mandamentos. E eu rogarei ao Pai e Ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre.” (João, 14:15-16). A palavra “Consolador” é a tradução alterada da palavra grega Paraclytos, em árabe Ahmad – “Louvável”, o nome do Nobre Profeta, também chamado Mohammad (S).

 

  • O culto praticado a época pelo os árabes antes do nascimentos do Profeta a anunciado na Torá e no Evangelho era marcada pela prevalência da idolatria, insipiência e selvageria, maculando o território de Meca e a Casa Sagrada.
  • A corrupção e a adoração ao fogo dos magos persas prevaleciam na parte oriental da Península Arábica.
  • Os rabinos judeus e os prelados cristãos difundiam versões alteradas da Torá e do Evangelho.
  • O Império Romano aplicava sobre as pessoas, tanto em sua parte ocidental, dominada por Roma, quanto oriental, comandada por Bizâncio, período de piores castigos, que dá reflexo de uma parte do nosso mundo atual.

 

Foi da anuência de Allah, que o Sr. Abdallah Ibn Abdel Mutalib casasse com a Sra. Áminah, filha de Sr. Wahb, respectivamente mãe do Profeta Muhammad (S). O profeta Mohammad Ibn Abdullah (S) nasceu na Sagrada Meca, no mês de Rabi’il Auwal, no Ano do Elefante (570 A.D.), quando Meca correu o perigo da invasão e da agressão abissínia, que desejava destruir a Caaba, apagando a luz da profecia e eliminando a herança do grandioso Abraão (AS). Ele veio ao mundo antes do ataque do exército do elefante por cinquenta noites.

 

Foi da vontade de Deus que ele nascesse órfão, pois o seu pai, o Sr. Abdallah Ibn Abdel Mutálib havia falecido na volta de sua viagem comercial à Síria, enquanto o Profeta Muhammad(S) estava antes de nascer. O nascimento do Profeta Muhammad (S) nasceu as grandes esperanças na vida humana, abrindo-se novas páginas e na história da humanidade.

 

O Profeta Muhammad (S) nasceu e viveu a sua imaculada infância sob a tutela de seu avô, Abdel Mutalib.

 

O costume entre os coraixitas era procurar uma nutriz quando nascia alguém. Então, o seu avô começou a procurar uma. As nutrizes, porém, quando ficavam sabendo que a criança era órfã, se negavam amamenta- lá, pois esperavam, com sua atividade, auferir lucros e dádivas.

Foi da vontade de Allah, que a nutriz que amamentaria o Nobre Profeta (S) fosse a Sra. Halima As Sa’diya, tendo ele crescido sob os seus cuidados, juntamente com os seus filhos.

A Sra. Halima obteve, pelo fato de amamentar o Profeta Mohammad (S), muitos benefícios.

Quando O Escolhido (S) estava com cinco anos a Sra. Halima,  levou-o de volta para Meca.

 

Ele encontrou no avô, Abdel Mutálib, o melhor tutor, que ele lhe forneceu todo tipo de carinho e bondade paternal necessários. Ele cuidou mais do seu neto do que do restante de seus familiares e filhos.

 

O profeta Muhammad (S) nasceu, cresceu e tornou-se um jovem puro, isento dos pecados, desobediência e dos costumes, crenças e condutas da antiga Arábia.

 

Ainda menino, e antes de alcançar os seis anos de idade teve de enfrentar o falecimento de sua querida mãe. O avô, então, assumiu a sua tutela, cuidando dele de forma benevolente. Ele não abandonou seu neto até a sua morte, quando o Profeta Muhammad (S) tinha oito anos de idade.

 

O seu tio, Abu Tálib, passou a cuidar dele, protegendo-o e orientando-o durante a sua adolescência e juventude, apoiando-o na sua missão, aflição e luta pela verdade e divulgação da mensagem do Islã. O escolhido (S) começou a trabalhar ainda jovem. O seu primeiro trabalho foi como pastor de ovelhas. Depois, viajou com o seu tio, Abu Tálib, em viagem comercial para a Síria.

 

Ao atingir vinte e cinco anos de idade, foi encarregado pela a Sra. Khadija Bint Khuwailed (R) de uma caravana comercial para a Síria. Ele dirigiu a caravana em companhia de um empregado dela de nome Maissara, e retornou com o melhor desempenho comercial enorme lucro.

Maissara, relatou a Khadija, as nuances da conduta de Mohammad (S) e despertou nela o amor por ele (S). E posteriormente tomou-o de esposo, depois de ter rejeitado vários líderes de Coraix, que se apresentaram para desposá-la.

 

Missão Celestial

 

Apesar a Antiga Arábia, se imergir nas trevas da ignorância e da idolatria, o Profeta Muhammad (S) costumava permanecer na Caverna de Hirá, nas cercanias da cidade de Meca, onde permanecia, por vários dias. Às vezes, ficava ali por um mês inteiro, a cada ano, passando o tempo em adoração, contemplação e dedicação ao Senhor do Universo, distante do ambiente de ignorância e corrupção, num clima particular de preparação divina para exercer a grande missão.

 

Uma referência com fato idêntico de seus ancestrais na sucessão profética e na descendência entre o Profeta Muhammad e o Profeta Abrão, ambos permaneceram nos seios da idolatria e ambos algo lhes chamava colocando em particular dos demais. Apesar o Profeta Muhammad Ibn Abdallah Ibn Abdel Mutalib Ibn Háchim Ibn Abd Manáf (S), ser descendente da família do profeta Ismael (AS), filho Profeta Abraão (AS), a comprovar em atendimento à súplica narrada no Alcorão, feita por este:

“Ó Senhor nosso, faze surgir, dentre eles, um Mensageiro, que lhes transmita as Tuas leis e lhes ensine o Livro, e a sabedoria, e os purifique, pois Tu és o Poderoso, o Prudentíssimo” (2:129).

 

O Profeta (S) continuou adorando a Allah, o Altíssimo, na Caverna de Hirá até atingir os quarenta anos de idade, quando lhe apareceu o Arcanjo Gabriel (AS), receitando-lhe o Alcorão Sagrado e informando-lhe de que seria o derradeiro Profeta.

O primeiro versículo do Alcorão Sagrado recitado pelo Anjo Gabriel para o Profeta Muhammad:

“Lê, em nome do teu Senhor Que criou; Criou o homem de coágulo).

Lê, que o teu Senhor é o mais Generoso, Que ensinou por meio da pena, ensinou ao homem o que este não sabia” (Alcorão Sagrado, 96:1-5).

 

Dessa forma, o Mensageiro de Allah (S) recebeu as primeiras palavras da Revelação que ele aguardava para empunhar a tocha da luz e da orientação para a humanidade.

 

No iniciou, o Profeta Muhammad (S) ficou perplexo com a Revelação. Ele retornou ao seu lar, portando a tocha da benevolência, da orientação e da salvação para a humanidade. Deitou-se em seu leito para descansar da experiência impressionante que teve na Caverna de Hirá. Nesse instante, recebeu a segunda mensagem da revelação:

“Ó tu, enrolado no manto! Levanta-te e admoesta! E enaltece o teu Senhor! E purifica as tuas vestimentas! E foge da abominação!”

(Alcorão Sagrado, 74:1-5).

 

Estes versículos revelam o apelo de Allah para Mohammad (S) divulgar a Mensagem e anunciar o Islam. O Mensageiro de Allah, (S) obedeceu à ordem imediatamente. Então, o Profeta de Allah, (S) relatou a ocorrência a sua esposa, Khadija Bint Khuailed. Ela também aceitou a Revelação e acreditou na sua missão. Começou instruindo seu primo – e futuro genro – Ali Ibn Abi Tálib (a.s.), um jovem que não tinha sido atingido pelo politeísmo reinante na Península e que, por isso, jamais havia se prostrado perante qualquer ídolo. Mais jovem que seu primo, Ali (a.s.) vivia sob os cuidados do Mensageiro de Allah, (S). O espírito de Ali (a.s.) abraçou o espírito de Mohammad (S) e ele aceitou o convite de Allah. Nos anos seguintes, ele se tornaria um dos mais bravos defensores do Profeta (S) e do Islam.

 

Dessa maneira, formou-se o núcleo crente islâmico na terra, com Muhammad (S) Ali (a.s.) e Khadija (a.s.). Seguindo as determinações divinas, o Profeta (S) começou a pregar em segredo num círculo mais restrito de parentes, ou seja, as pessoas nas quais tinha confiança. O número dos crentes aumentou com seu método. Pra prepará-los, o Mensageiro de Allah, (S) lhes ensinava o Alcorão e os preceitos da Mensagem. Eles praticavam a oração no campo, em locais distantes das vistas dos observadores.

 

Quando o número dos crentes cresceu e eles ficaram com receio de ser descobertos, passaram a utilizar a casa de Al-Arkam Al-Makhzumi como sede para instrução e preparo. Essa situação perdurou três anos. A tribo de Coraix, que dominava economia, política e religiosamente a região de Meca, começou perceber o movimento da nova religião. Nesse ínterim, o número de muçulmanos somava quarenta pessoas.

 

Fases de Divulgação

 

Os profetas, os mensageiros e os confiados de Allah, são pessoas comum, suas participações na missão divina figura-se de modelo para adaptação do conteúdo na intermediação entre o teor divino e a captação dos contextos para os demais. E fato participativo, integrativo e convidativo, requer um ilustrador que serve como ponto de referência na captação do fato argumentado e a sua objetividade.

Assim obtêm-se a definição entre a responsabilidade do Criador e suas manifestações perante as criaturas.  

As participações do Criador perante as criaturas pelos meios de intermediações confiados aos seres desconhecidos (Anjos e outros seres) incluído o próprio ser humano, não é um fato que pouco podem desinteressar, a necessidade de buscar perceber os pontos que conecta a responsabilidades intermediado ao receptor intermediário para o receptor final é extremamente importante. Pois isso assegura ao receptor final demostrando a fonte do fato intermediado. Assim foram os profetas, mensageiros e confiado de Allah, não falava, não argumentavam e nem ordenavam assunto relacionado a manutenção dos seres humanos senão pela ordem divina mesmo para os seus próximos.

 

 “E admoesta os teu parentes mais próximos. E abaixa as tuas asas para aqueles que te seguirem, dentre os crentes. Porém, se te desobedecerem, dize-lhes: Na verdade, estou livre (da responsabilidade) de tudo quanto fazeis!” (Alcorão Sagrado. 26:214).

 

Dentro de sua família

 

Conforme a orientação de Allah, num certo dia, o Mensageiro de Allah (S) convocou os seus parentes para uma refeição. Quando começou falar seu tio, Abu Tálib, Abu Lahab interrompeu-o e advertiu-o para que não fosse mais convidado para reuniões como aquela. Então, o encontro esvaziou-se sem que o Mensageiro de Deus (S) pudesse admoestar os seus parentes. Depois de alguns dias, o Mensageiro (S) convidou-os novamente. Após terminarem a refeição, disse-lhes:“Óh, filhos de Abu Tálib! Allah enviou-me para as criaturas em geral e para vós em particular. “E admoesta os teus parentes mais próximos “. Eu vos convoco para dizer duas frases leves de serem pronunciadas e pesadas na balança: O testemunho de que não há outra divindade além de Deus e de que eu sou o Mensageiro de Deus. Aquele que atender aminha convocação e me auxiliar a aplicá-la, será meu irmão, minha recomendação, meu ministro e meu sucessor”

Ali Ibn Abi Tálib (a.s.), o mais jovem dos presentes, levantou-se e disse em voz alta: “Eu, óh, Mensageiro de Deus, te ajudarei na tua missão.” O Mensageiro de Allah, (S) disse-lhe para se sentar e repetiu o convite. Ninguém respondeu além de Ali (a.s.). Pela terceira vez, o Mensageiro de Deus (S) repetiu o convite e novamente a voz de Ali (a.s.) ecoou em reposta. Nesse instante, o Mensageiro de Deus (S) olhou para seu primo e disse-lhe: “Senta, tu já és meu irmão, minha recomendação, meu ministro, meu herdeiro e meu sucessor.”

 

Fase de nacionalização do Islam para cidadãos da antiga Arábia.

 

Chegou o momento em que a Convocação deveria atingir um círculo maior. Foi quando Allah, exaltado seja, ordenou ao Seu nobre Mensageiro

(S) conforme segue: “Proclama, pois, o que te tem sido ordenado e afasta-te dos idólatras” (Alcorão Sagrado, 15:94).

O Mensageiro de Deus subiu na colina Assafa, em Meca, reuniu as pessoas e anunciou a sua missão divina para o povo. Apesar da maioria das pessoas não ter atendido ao seu apelo, uma parte correspondeu e acreditou. Aos poucos, o anúncio da Missão Divina penetrou em todos os lares.

 

Conflitos

 

Os politeístas ignorantes Árabes da época, tentaram isolar o Mensageiro de Allah (S) e de todos os que aceitavam a orientação. Eles o descreveram como mentiroso, poeta, mágico, louco e lhe dirigiram o deboche e o escárnio. Isso, porém, não o desanimou. O Profeta Muhammad (S) não ficou em dúvida quanto ao prosseguimento de sua missão.

 

Os politeístas Árabes, lhe ofereceram suborno por meio de liderança, poder e fortuna. Um dos líderes coraixitas foi ter com ele e lhe fez várias ofertas: “Se desejas, com o que estás divulgando, riqueza, podemos reunir das nossas riquezas o que te tornaria o mais rico de todos. Se quiseres honra, podemos eleger-te nosso líder, a ponto de não se tomar nenhuma atitude sem o teu consentimento. Se quiseres autoridade, podemos eleger-te nosso rei.” O Mensageiro de Allah, (S) rejeitou veementemente tudo aquilo. Então, tentaram pressioná-lo por meio da família, porém em vão, devido à coragem do Mensageiro de Allah (S), de sua determinação e da proteção de seu tio Abu Tálib (a.s.). Os Banu Háchim, família à qual pertencia Muhammad (S), se reuniram ao seu redor e resolveram protegê-lo, exceto seu tio, Abu Lahab, um pagão que se roeu de raiva, vendo o Mensageiro de Allah, (S) conseguindo o apoio de sua família. Quando o diálogo falhou, começou a perseguição direta ao Mensageiro de Allah (S). Ela foi aplicada de várias formas, chegando-se a apedrejar a sua casa, jogar sujeiras na frente de sua morada e colocando espinhos no seu caminho. Os politeístas de Coraix induziam as crianças a apedrejá-lo, além de utilizar outros métodos de injúrias e perseguições.

 

O Mensageiro de Allah, (S) recebia aquilo com paciência e resignação. Ele dizia: “Nenhum profeta foi tão injuriado como eu fui.” Além do Mensageiro de Allah (S), os coraixitas ofendiam os primeiros crentes, utilizando contra eles, desde o início, de terrorismo, perseguição, xingamentos e opressões. Os crentes sofreram os mais variados métodos de tortura e perseguição, como aconteceu com os seguidores dos profetas anteriores.

 

Um exemplo de paciência pela causa de Allah e de constância no princípio é o da família de Yasser, cujos membros sofreram vários tipos de tortura por parte dos inimigos do Profeta (S). Abu Jahl aplicou-lhes severas torturas, chegando a chicoteá-los. Ele desferiu um golpe de lança em Sumaiya, esposa de Yasser e mãe de Ammar, matando-a.

 

Esta brava mulher foi a primeira mártir do Islam. Abu Jahl também torturou o marido de Sumaiya até a morte. Bilal, o abissínio, um dos primeiros muçulmanos, que se tornou o primeiro muezzin do Islam, também sofreu golpes violentos. Para castigá-lo, os árabes pagãos aprisionaram-no e colocaram pedras pesadas sobre seu peito, estendendo-o sobre a areia escaldante do deserto. Ordenaram, então, para que ele negasse a Deus e ao Mensageiro. Porém, mesmo esgotado, Bilal, repetia, com perseverança e paciência: “Ahad, Ahad, Ahad”, que significa “Único, Único, Único”, querendo dizer que “Deus é Único”, o credo do Monoteísmo Islâmico.

 

Fase de Internacionalização do Islam fora da Arábia - A Emigração Para Abissínia

 

Os politeístas de Meca opuseram-se à propagação do Islã e a enfrentaram. Estreitaram o cerco e aumentaram as torturas e a opressão aos muçulmanos. Por isso, o Mensageiro de Allah (S) resolveu permitir a um número de seus seguidores emigrar para a Abissínia, garantindo-lhes proteção e livrando-os da perseguição. Onze homens e quatro mulheres emigraram e permaneceram três meses naquele país. Ao serem informados de que os coraixitas haviam-se tornado muçulmanos, retornaram para Meca. Porém, encontraram a mesma situação anterior: os pagãos continuavam a torturar e oprimir os muçulmanos. O Mensageiro de Allah (S) exortou-os a emigrar novamente. Dessa vez, foram oitenta homens e dezoito mulheres, liderados por Jaafar Ibn Abi Tálib. Os coraixitas, temendo as consequências daquela emigração, tentaram trazê-los de volta. Enviaram Amr Ibn Al ‘Ass e Ammara Ibn Al Waild à corte do Negus, o imperador cristão da Abissínia, para difamar os muçulmanos.

 

Os coraixitas tinham levado muitos presentes para o imperador. Porém, Jaafar Ibn Abi Tálib refutou suas alegações e frustrou suas tentativas. Ele disse para o Negus: “Óh, imperador, éramos um povo ignorante, adorávamos ídolos, alimentávamo-nos de carniça, cometíamos obscenidades, não respeitávamos os laços consanguíneos nem respeitávamos os vizinhos. O forte entre nós explorava o fraco. Permanecemos nessa situação até que Deus nos enviou um Mensageiro de nossa própria estirpe, cuja linhagem conhecíamos, bem como a sua veracidade, sua lealdade e sua integridade. Ele nos convocou para adorarmos somente a Deus e abandonarmos o que adorávamos antes, nós e os nossos pais, entre pedras e ídolos. Ordenou-os dizer a verdade, cumprirmos as nossas promessas, estreitarmos os laços familiares, respeitarmos os direitos dos vizinhos, a nos abstermos do crime e do derramamento de sangue. Ele nos ordenou a nos afastarmos das obscenidades, a não prestarmos falso testemunho, a não usurparmos as propriedades dos órfãos, a não difamarmos as mulheres castas. Ordenou-nos adorar somente a Deus e a não Lhe atribuir semelhantes. Recomendou-nos a prática da oração, o pagamento do tributo e o jejum.”

O Negus lhe perguntou: “Você tem algum texto que

Muhamamd, lhes transmitiu a respeito de Deus? ”.

Jaafar, respondeu: “Sim, tenho. ”

O Negus lhe pediu: “Recita-o para mim.”

Jaafar, recitou uma parte da Surata de Maria

(a.s.). O Negus e os prelados que o acompanhavam choraram ao ouvir a recitação. Então, ele disse: “Isso e o que Jesus transmitiu tem a mesma origem”.

A falha do plano dos coraixitas de frustrar a emigração para a Abissínia aumentou o rancor deles sobre a mensagem do Islam. Por isso, resolveram boicotar o clã de Háchim, quanto às transações comerciais e o casamento com suas mulheres. Expediram, com esse fim, um documento assinado por quarenta líderes de Coraix.

Eles isolaram a família de Háchim, não permitindo que saíssem a não ser durante o mês de Rajab, período de visita à Caaba, e durante o período da peregrinação, que naquela época era feita em homenagem aos ídolos de pedra.

 

Os muçulmanos passaram um período difícil, pois os alimentos eram insuficientes, fazendo os passar muitas necessidades.

 

O boicote durou três anos, terminando por ter Deus, exaltado seja, enviado insetos que comeram o documento, com a exceção das palavras “em nome de Allah”. Foi um caso que intrigou os politeístas e lhes forneceu uma prova da veracidade da missão do Profeta(S).

 

O boicote terminou, mas não terminaram os desafios, pois faleceu Khadija, filha de Khuailed, esposa do Mensageiro de Deus e a grande mãe dos crentes, que foi a primeira mulher a acreditar nele, a sofrer as vicissitudes da missão. Ela gastou a sua fortuna pela causa de Allah e faleceu três anos antes da Hégira, durante o mês abençoado de Ramadã. O Mensageiro de Deus (S) sofreu muito a sua perda.

 

Três dias após o falecimento de Khadija (R), o tio e protetor do Profeta (S), Abu Tálib, também faleceu. Quando o Mensageiro de Allah (S) soube do falecimento de seu tio, sofreu muito. Ele foi ao local onde se encontrava o corpo, limpou-lhe a testa e disse: “Óh, tio, educaste a criança, te encarregaste do órfão, deste apoio ao homem. Que Allah te recompense por isso.” Uma vez ele confessou: “Os coraixitas só conseguiram me atingir após a morte de Abu Tálib.” Devido à gravidade dos dois episódios sobre o movimento histórico do Islam, o Mensageiro de Allah (S) denominou aquele ano como “ano de luto”.

 

A Grande Migração

Meca não era mais um local adequado e seguro para a missão após o falecimento de Abu Tálib, pois ele era quem garantia a segurança do Profeta (S) diante da violência dos pagãos de Coraix. O Mensageiro de Allah (S) quis divulgar a sua missão em Taif, imaginando que sua população talvez estivesse disposta a aceitar a sua Mensagem, depois de Meca ter-se endurecido contra ela. Os habitantes de Taif, porém, não se comportaram de maneira diferente aos de Meca.

O Mensageiro, então, começou a apresentar a sua missão às tribos, uma após a outra, convocando-as para Allah, glorificado seja. As dificuldades continuaram e todas elas rejeitaram a Mensagem da Verdade.

Então, no ano onze de sua abençoada Missão, durante o período da peregrinação, o Mensageiro de Allah (S) palestrava a um grupo de Khazraj, uma das duas grandes tribos que habitavam Yathrib, apresentando-lhes o Islam. Eles foram receptivos às palavras do Profeta (S) e retornaram para Yathrib pregando o isslam.

 

No ano seguinte, doze homens de Yathrib, chegaram a Meca e se reuniram com o Mensageiro de Allah (S) em Akaba, dando-lhe o voto de confiança e apoio em “não atribuir semelhantes a Allah, a não cometer adultério, não ser filicidas, não cometer obscenidades, não o desobedecer na prática do bem”. O Profeta (S) esclareceu-lhes que se fossem leais, iriam para o Paraíso. Se fossem desleais, a sua questão estaria nas Mãos de Allah que, se quisesse, os castigaria ou os perdoaria.

 

Durante o período da peregrinação do ano seguinte, ou seja, no ano 13 da abençoada missão, o Mensageiro de Allah (S) reuniu-se em segredo, em Akaba, com uma numerosa delegação islâmica de Yathrib, contando com setenta homens e duas mulheres. Dessa maneira, conseguiu-se o local onde se podia divulgar o Islam e cumprir com a sua fabulosa Missão.

 

O Mensageiro de Deus (S) ordenou que os crentes migrassem para Yathrib. Vários grupos de migrantes obedeceram à ordem e foram se mudando para a terra da fé, em segredo, e sob o manto da noite, deixando suas propriedades e seus lares pela causa de Allah.

 

Então, Allah, glorificado seja, permitiu a migração do Seu Mensageiro (S) para a Terra abençoada.

 

Reunidos na Casa da Assembleia, os chefes dos coraixitas (Os árabes) tramaram a morte do Mensageiro de Allah (S), que seria levada a efeito por um grupo formado por um homem de cada família do clã. Assim, o derramamento de seu sangue seria dividido entre as tribos e ninguém reclamaria por ele.

 

Os coraixitas (Árabes) queriam praticar o crime durante a noite. Abu Lahab, porém, sugeriu que a execução fosse de manhã. Guardas foram postados diante da casa do Profeta Muhamma (S) para não deixá-lo escapar. O Mensageiro de Allah (S) ordenou a seu primo Ali (a.s.) que dormisse no seu leito e se cobrisse.

Então, o Profeta Muhammad, saiu recitando as palavras de Allah, o Altíssimo:

“E lhes colocaremos uma barreira pela frente e uma barreira por trás, e lhes ofuscaremos os olhos, para que não possam ver” (Alcorão Sagrado, 36:9).

O Mensageiro de Allah (S) encontrou-se no caminho com Abu Bakr Ibn Abi Kuháfa e seguiram ambos para se esconder numa caverna na montanha de Saur.

 

Durante toda a noite, os homens de Coraix (Os árabes) permaneceram observando a casa do Mensageiro de Allah (S). Pela manhã, o grupo atacou o seu aposento. Ali Ibn Abi Tálib (a.s.), o primeiro voluntário do Islam, saltou na frente deles. Então, Allah, o Altíssimo, revelou o seguinte versículo:

“Entre os homens há também aquele que se sacrifica para obter a complacência de Allah, porque Allah é Compassivo para com os servos”

(Alcorão Sagrado, 2:207).

Os politeístas tentaram perseguir o Mensageiro de Allah (S), seguindo-lhe as pegadas até a caverna. Porém, Allah, o Altíssimo, o protegeu de suas más intenções, inspirando uma aranha a tecer uma teia na porta da caverna. Ao percebê-la, os coraixitas concluíram que há muito tempo ninguém passava por aquela entrada e, então, abandonaram sua busca.

 

Depois de permanecer três noites naquele local e ficar tranquilo quanto ao término das buscas de Bani Quraish, o Mensageiro de Allah (S) seguiu para Yathrib. Após alguns dias, chegou à região de Kubá, fora de Yathrib. Ali permaneceu aguardando Ali Ibn Abi Tálib (a.s.) e quando chegou, o Mensageiro de Allah (S) abraçou-o e chorou pelo que ele passou em termos de aflição e injúria.

Após a chegada de Ali, o Mensageiro de Allah permaneceu dois dias em Kubá, fundando uma mesquita, seguindo a sugestão de Ammar comandantes do exército. Realmente, eles aceitavam a oferta de paz e não perseguiam as caravanas que escapavam. A respeito disso, Allah, glorificado e exaltado seja, diz: “Em verdade, Allah permitiu (o combate) aos que foram atacados; em verdade, Deus é Poderoso para socorrê-los. São aqueles que foram expulsos injustamente dos seus lares, só porque disseram: Nosso Senhor é Deus!” (Alcorão Sagrado, 22:38-40).

Em Medina foi

Foi a primeira mesquita do Islam. Então, montou em sua camela e seguiu para Yathrib. A recepção foi geral. As pessoas ficaram no aguardo da chegada do Mensageiro de Allah (S).

Ao entrar na cidade, ele foi recebido com festas.

Por onde passava, as pessoas se apressavam em recebê-lo. Em cada casa por onde passava, era insistentemente convidado a apear. Ele, porém, respondia: “Deixem que a camela siga o seu caminho, pois ela está sob a diretriz de Allah.”

 

O Mensageiro de Allah (S) deixou o animal seguir seu caminho em liberdade e parar onde fosse determinado por Allah, glorificado e exaltado seja. A camela foi em diante até sentar no local onde hoje está instalada a Grande Mesquita do Profeta, perto da porta de Abu Ayub Al-Ansári. O Mensageiro de

Allah (S) tornou-se o hóspede de Abu Ayub e permaneceu lá até completar a construção da mesquita e seus imaculados aposentos, quando para lá mudou-se.

 

A Nação do Mensageiro de Allah (S)

 

Após a chegada do Mensageiro de Allah (S) a Yathrib, a cidade passou a se chamar Al- Madinat Al-Munauwara (“A Cidade Iluminada”), tornando-se a sede da divulgação do Islam, a plataforma de lançamento da Mensagem para a humanidade.

 

Em Medina, a Missão Islâmica ingressou na fase de aplicação prática na constituição de um sistema administrativo com base do Alcorão Sagrado, com a criação das instituições e organizações religiosas, sociais, políticas e econômicas necessárias para o pleno desenvolvimento da comunidade (Ummah) muçulmana. Foi a pedra fundamental que o Mensageiro de Allah (S) colocou para implantar as bases de um novo edifício. Foi construída a nobre Mesquita, que estabeleceu como local de adoração, reunião e consulta, administração dos assuntos da comunidade, base para resolver desavenças, estabelecer estratégias militares, nomear comandos, ministrar seus ensinamentos e aplicar todas as guias necessárias para gerir os assuntos da Comunidade e da Nação Islâmica.

 

No entanto, logo que chegou, o Mensageiro de Allah (S) encontrou, em Medina, uma comunidade dominada pelo sentimento tribal, pelos interesses econômicos particularistas e por pensamentos antagônicos. Os grupos mais destacados eram:

Os muçulmanos: Estavam divididos em dois grupos: Ansar (apoiadores- Nativos da cidade) e Muhajirin (Muçulmanos refugiados).

 

Ansar – Apoiadores foi uma denominação que o Mensageiro de Allah utilizou para designar os membros das tribos de Aus e Khazraj que habitavam Medina, por terem-lhe dado apoio, abraçando a sua Missão islâmica, e serem seus divulgadores.

 

Muhajirin, Migrantes (muçulmanos refugiados) -  eram os primeiros crentes, que deixaram Meca portando a sua religião e deixando para trás seus bens, parentes e amigos. Eles se estabeleceram em Medina depois que os habitantes locais abriram seus corações para receber a mensagem de Allah e a Sua orientação.

 

O Islam assumiu uma posição construtiva para a formação da comunidade local, contribuindo para o cultivo dos sentimentos de fraternidade entre ambos os grupos.

O Mensageiro de Deus (S) ordenou que todo morador de Medina (ansari) adotasse um irmão dentre os migrantes (muhajir). Quanto ao nobre Profeta (S), ele não se furtou a sua própria determinação e adotou Ali Ibn Abi Tálib (AS) como irmão seu, dizendo-lhe: “Tu és meu irmão tanto neste mundo como no Outro.” A fraternidade foi estabelecida de forma que a história nunca testemunhou coisa igual, a tal ponto que os ansar disputavam entre si para conseguir se irmanar com os muhajirin. De vez em quando tiravam a sorte para consegui-lo.

 

Alguns dos ansar dispuseram metade de seus bens para seus irmãos. Assim, o Mensageiro de Allah (S) conseguiu estabelecer uma sociedade crente, com fundamentos firmes e fortes de amor e fraternidade.

  1. Os judeus: Eles representavam a segunda força depois dos muçulmanos, no início da Hégira. As tribos que mais se destacavam eram a de Banu Kainuká, Banu Kuraiza e Bani Annadhir. Os judeus dominavam a parte econômica na vida de Medina. Eles eram os ourives, vendiam ouro, eram proprietários das tamareiras e das terras.
  2. Os hipócritas: Era um grupo dos habitantes de Medina que declarou a sua adesão ao Islam por medo ou ambição, dissimulando a sua incredulidade em seus íntimos.

Os hipócritas representavam uma força aliada dos judeus e dos politeístas; eram um dos elementos de destruição e demolição da sociedade islâmica, criando intrigas e problemas toda vez que tinham oportunidade; movimentavam as questões de uma forma ou de outra, para enfraquecer os muçulmanos.

 

A Posição dos árabes Coraixitas Após a Migração do Profeta a Política do Mensageiro de Allah em Relação a Eles.

 

A viagem do Mensageiro de Allah (S) e a sua chegada a Medina são e salvo aumentaram a cólera dos coraixitas e deram continuidade a suas conspirações e planejamentos para eliminá-los. Eles não dissimulavam suas intenções, demonstrando-as por meio das declarações de seus líderes.

 

Os coraixitas perseguiam os muçulmanos com prisões e injúrias, tanto os muhajirin quanto os muçulmanos que permaneceram em Meca. Eles confiscaram as propriedades e as residências dos muçulmanos. Por outro lado, ficavam espreitando a situação que cercava o Mensageiro de Allah (S), incentivando uma tribo ou outra para eliminá-lo e a seus seguidores.

 

Todas essas circunstâncias confirmavam a vontade dos árabes coraixitas de dar continuidade a suas conspirações e mostravam que eles não sossegariam antes de acabar com o Mensageiro de Allah (S) e sua jovem missão. Esse fato obrigou o Nobre Profeta (S) a tomar algumas atitudes com a intenção de proteger e defender os muçulmanos. A principal delas foi fortificar as áreas que cercavam Medina.

Ele enviou tropas e comandou algumas delas contra as tribos politeístas das vizinhanças. A ação do Profeta (S) levou à conclusão de acordos de paz, amizade e armistício, eliminando a necessidade de combates.

 

Ao mesmo tempo, o Mensageiro de Allah (S) estava apaziguando a situação dentro de Medina, rebatendo as conspirações dos incrédulos de Coraix que incitavam os habitantes locais contra ele. Contudo, os árabes coraixitas mantinham a política de opressão, confiscando as propriedades dos muçulmanos em Meca. Em contrapartida às suas atitudes de inimizade recorrentes, Profeta Muhammad (S) decidiu movimentar a máquina muçulmana, reagindo àqueles que se opunham de forma violenta à Mensagem islâmica. As campanhas dos muçulmanos contra os árabes coraixitas foram, portanto, uma reação às agressões sofridas desde o início da Missão do Profeta Muhammad (S) e tinham por objetivo principal dissuadir as intenções beligerantes dos pagãos. Elas começaram contra as caravanas comerciais dos tiranos coraixitas e não tinham o objetivo de gerar embates ou ferimentos àqueles que as integravam, mas pressionar Bani Quraish e convencê-los de que não seria vantajoso atacar a comunidade muçulmana.

 

Uma vez que a política do Islam é evitar a luta e o derramamento de sangue, estas campanhas constituíam, também, uma maneira de demonstrar a força dos muçulmanos, enfraquecer o espírito ofensivo dos inimigos e deixar muito claro que as tribos adversárias não teriam vantagem alguma em trair os muçulmanos. A incitação à não-agressão estava clara nas recomendações do Mensageiro de

Allah (S) endereçadas aos líderes muçulmanos.

 

As Batalhas no período pré-islâmico

 

No dia 17 de Ramadã do ano 2 após Hégira e envolveu os muçulmanos e os Árabes sob o comando dos coraixitas. Os dois lados se enfrentaram nos poços de Badr, entre Meca e Medina, e os inimigos do Islam sofreram uma grande derrota. Muitos foram mortos e outros aprisionados. Allah, exaltado seja, concedeu a vitória aos muçulmanos e Bani Quraish tiveram de fugir, arrastando o peso da humilhação e da derrota. A batalha foi chamada de Badr – Batalha do Badri.

 

A Campanha de Uhud

 

Os acontecimentos da batalha histórica de Badr inflamaram o ódio dos politeístas de Meca. Os fatos levaram Abu Sufian, o comandante dos pagãos dos moradores de Meca, a capital da antica Arábia saudita, a não pensar em outra coisa que não a guerra. Então, ele e seu grupo atacaram novamente os muçulmanos, buscando uma vitória militar que pudesse eliminar as consequências psicossociais geradas pela Batalha de Badr. Os politeístas fizeram soar os tambores da guerra, planejando a agressão e o ataque a Medina. Os dois grupos se encontraram no Monte Uhud, nos arredores da cidade. O Mensageiro de Deus (S) traçou a estratégia da batalha, estabelecendo os locais de seu exército, colocando os arqueiros no cume do monte, em número de cinquenta combatentes. Sua função era proteger a retaguarda do exército islâmico. A batalha começou e a vitória favorecia os muçulmanos. Suas forças dominaram o campo de batalha e derrotaram o inimigo. Porém, a cobiça de enriquecimento dominou a mente dos arqueiros, fazendo-os deixar sua posição e se lançar em busca dos despojos. Isso causou uma abertura nas fileiras dos mujahidin¹ , que foi aproveitada por Khalid Ibn al Walid, um dos comandantes dos politeístas. Ele cercou as forças muçulmanas por trás, causando a derrota e desorganização do exército muçulmano. Não permaneceu com o Profeta (S) ninguém além de Ali Ibn Abi Tálib (AS), Hamza Ibn Abd Al-Mutalib, Musaab

Ibn Umair e poucos companheiros que conseguiram, com a sua intrepidez, resistir ao ataque contra o Mensageiro de Deus (S). A derrota foi grande, as perdas enormes. Nesta batalha, os muçulmanos perderam Hamza Ibn Abdel Mutalib, Musaab Ibn Umair e outros mártires.

 

A Batalha do Fosso

Ainda no nascimento do Islam, na cidade de Medina, as tribos judaicas que habitavam o local, sentindo o perigo do crescimento da força do Mensageiro (S), começaram a tramar contra os muçulmanos e seu Nobre Profeta (AS). Passaram a incitar os inimigos do Islam, planejando reunir uma enorme força militar para atacar Medina e acabar com os muçulmanos.

 

Os judeus entraram em contato com as tribos coraixitas árabes e de Ghatfan, combinando com elas o ataque à cidade e o domínio dos muçulmanos. Porém, as notícias chegaram ao conhecimento do Mensageiro (S), que consultou seus companheiros. Sulaiman, O Persa (R), um deles, aconselhou-o a proteger a cidade com a abertura de um fosso. O Mensageiro (S) aceitou o conselho e os muçulmanos começaram o trabalho. Os coraixitas se prepararam e reuniram seus homens e aliados, compondo uma força de dez mil guerreiros que acamparam próximos de Medina. O Mensageiro (S) convocou os seus seguidores para a luta, formando um contingente de três mil homens. O ataque dos coraixitas iniciou com a travessia de Amru Ibn Abd Wid Al-Ámiri, um de seus heróis, que começou a desafiar os muçulmanos, dizendo:

 

“Há alguém que aceita o meu desafio”? Ali Ibn Abi Tálib levantou e disse: “Eu aceito o desafio dele, óh, Profeta de Deus. ”

O Mensageiro (S) respondeu: “Senta, que é a vez de Amru”. O herói de Bani Quraish lançou novamente o desafio, zombando dos muçulmanos. Ali (AS) levantou-se mais uma vez e falou: “Eu aceito o desafio dele, óh, Mensageiro de Deus! ” O Mensageiro (S) disse: “Senta, que ainda é a vez de Amru.” Ali lhe disse: “Mesmo que seja Amru.” O Profeta (S) deu-lhe autorização, oferecendo-lhe a sua espada de duas pontas. Fê-lo, então, vestir a sua armadura e deu-lhe seu turbante, dizendo em seguida: “Óh, Deus, este é meu irmão e meu primo, não permita que fique sozinho, pois Tu és o melhor dos Concedentes. ” Ali Ibn

Abi Tálib (AS) avançou com a sua costumeira coragem e se envolveu no duelo com Amru, derrotando-o. Os muçulmanos renderam graças a Deus quando viram Amru estendido no chão e Ali retornando, vitorioso, para o Mensageiro (S), que o recebeu, dizendo: “O duelo de Ali Ibn Abi Tálib com Amru Ibn Abd Wid é preferível a todos os atos da minha comunidade até o Dia da Ressurreição”. Caiu à noite e, sobre a planura do deserto, desencadeou-se uma tempestade. O vento atingiu a força de um furacão. Nos dois acampamentos dos invasores não ficou uma só tenda de pé, nem um só fogo aceso. Os homens se acocoravam no chão tiritando de frio, apertando-se uns contra os outros em busca de calor. O pavor invadiu o exército dos coraixitas, que partiu, deixando Medina em paz. Assim, Deus determinou a vitória dos muçulmanos nesta batalha, que aconteceu no quinto ano após Hégira.

 

Depois da derrota dos confederados e a volta dos coraixitas para Meca, derrotados e humilhados mais uma vez, o Mensageiro de Deus (S) dirigiu-se para acertar as contas com os judeus traidores. Vizinhos de Medina, eles haviam desrespeitaram o pacto que tinham feito com o Profeta (S), dando apoio aos coraixitas e seus confederados. Deus concedeu a vitória sobre eles, acabando com suas tramas.

 

Aqui, cabe fazer um esclarecimento importante. Quando se estabeleceu em Medina, o Profeta (S) entabulou conversações com as comunidades judaicas e cristãs que ali viviam. Com o objetivo de estabelecer direitos e deveres mútuos, o Nobre Mensageiro (S) elaborou, em conjunto com os líderes dessas comunidades, um documento, que foi denominado Constituição do Estado dos Muçulmanos (ou “Tratado de Medina”). O documento respeitava os judeus e os cristãos como uma comunidade autônoma, dentro do Estado dos muçulmanos.

 

Ela conferia à corte rabínica autoridade plena para adjudicar e resolver todos os assuntos dos judeus. Desde as suas derrotas e dispersões pelos romanos, esta era a primeira vez que a existência comunitária judaica e a lei da Torá eram reconhecidas como legítimas por um Estado.

Mesmo assim, a fidelidade dos judeus ao Estado dos Muçulmanos oscilava. Inicialmente, o Profeta (S) fez lhes uma advertência, depois baniu alguns deles, então baniu mais outros e confiscou as suas propriedades.

 

Na Batalha do Fosso, eles tiveram mais uma vez um papel traidor; mas este foi frustrado pelo colapso do inimigo diante da tempestade de areia. Desta vez, o Profeta (S) se viu obrigado a executar alguns e a expulsar os demais de Madina. Do seu exílio, em Khaibar, eles continuaram a conspirar contra o Estado dos Muçulmanos. Não tardou para que fosse necessária uma expedição para desalojá-los e expulsar de vez da Península Arábica. O seu destino, na Bizâncio cristã, não foi diferente. Entretanto, quando o Crescente Fértil foi conquistado pelas forças dos muçulmanos, novamente lhes foi oferecido o mesmo status que lhes havia sido conferido pelo Tratado de Medina, sem ser levado em conta o seu comportamento anterior com os muçulmanos na Península Arábica.

 

O Pacto de Hudaibiya

 

Depois da Batalha do Fosso, o Mensageiro (S) soube que estava em andamento, em segredo, uma tentativa dos coraixitas, em conjunto com os judeus de Khaibar (uma aldeia judaica vizinha de Medina), de atacar os muçulmanos. Ele resolveu fazer um pacto com os coraixitas para, em primeiro lugar, separá-los dos judeus, e em segundo lugar, divulgar a sua mensagem entre os árabes. O Mensageiro

(S) seguiu com a p r o x ima d ame n t e mil quinhentos homens na direção de

Meca e acampou na região denominada Hudaibiya. Ele enviou aos coraixitas um emissário da tribo de Khuzá’a para informá-los que estava de visita à Casa

Sagrada e iria fazer os sacrifícios no recinto do Haram. Queria dizer-lhes, também, que estava disposto a assinar um armistício. Se eles recusassem, porém, seriam combatidos. Os coraixitas ainda sentiam as consequências da derrota na Batalha do Fosso. Quando viram a força do Mensageiro de Deus (S) e a sua determinação em alcançar o que queria, conscientes de sua fraqueza e incapacidade de enfrentá-lo, aceitaram a oferta do Nobre Profeta (S) e assinaram o armistício. O pacto teve uma influência enorme na marcha histórica do Islam, proporcionando a oportunidade para os muçulmanos transmitirem sua mensagem aos não coraixitas e a todos os habitantes da península, dedicando-se a construir e fortalecer sua jovem nação.

 

A Batalha de Khaibar

 

Khaibar ficava próxima das aldeias dos judeus. Localizava-se no cume de uma montanha, cercada por uma fortaleza de pedra. Os habitantes pensaram que ela os protegia da Vontade de Deus e das espadas dos mujahidin, apoiados na vitória de Deus, glorificado seja.

Os judeus de Khaibar estavam iludidos devido à sua riqueza e às armas que possuíam. Khaibar era um centro de tramas contra os muçulmanos. A sua fortaleza abrigava cerca de dez mil combatentes. Diariamente, eles saíam em filas, ostentando sua força e zombando dos muçulmanos. Eles entoavam o seguinte cântico: “Mohammad está nos atacando, tomara que o faça, tomara! ”

Com determinação, o Mensageiro de Deus (S) reuniu o seu exército, ocultando a sua marcha, percorrendo caminhos que não revelassem a sua movimentação, seguindo guias que indicavam o melhor trajeto.

Quando os judeus se deram conta, o exército muçulmano estava em seu campo.

Surpreendidos pelas forças muçulmanas, seus comandantes e autoridades se reuniram para traçar a estratégia de defesa. O ataque começou às fortalezas com o Rassulullah4 (S) enviando Abu Bakr, que não teve sucesso.

 

Tabari relatou: “O Mensageiro de Deus (S) entregou o estandarte a Omar Ibn Al-Khattab. Juntamente com outros combatentes, Omar atacou as fortalezas, mas também sem sucesso. O Mensageiro de Deus (S) disse: ‘Amanhã entregarei o estandarte a um homem que ama a Deus e ao Seu Mensageiro e eles o amam’.” A narrativa de Ibn Hicham acrescenta: “Deus lhe concederá a vitória, pois ele não foge de suas obrigações. ” No dia seguinte o Mensageiro (S) convocou Ali (AS) e lhe disse: “Tome esse estandarte e o empunhe até que Deus lhe dê a vitória. ” Ali (AS) tomou o estandarte e juntamente com alguns muçulmanos atacou a fortaleza de Khaibar. Do local saiu Marhab, o comandante judeu, com um grupo de combatentes. Ele lutou com Ali (AS), que lhe desferiu um golpe na cabeça. Dessa forma, Ali (AS) conquistou a fortaleza e a defesa dos judeus de Khaibar desmoronou. Deus concedeu esta importante vitória ao Seu Profeta (S) e a força militar conspiratória de Khaibar foi eliminada.

Os soldados ouviram o segurança até que venha a nós, amanhã. ”

No dia seguinte, Abu Sufian colocou-se perante o Mensageiro (S) e pronunciou os dois testemunhos, para proteger a sua vida, depois de ser advertido por Abbas. Dessa forma, desmoronou a elite do comando idólatra. Então, o Mensageiro (S) divulgou um comunicado, concedendo segurança aos coraixitas. A vitória se realizou, portanto, sem luta e derramamento de sangue e o

Mensageiro de Deus (S) ingressou em Meca como conquistador vitorioso.

 

O Profeta (S) parou diante da porta da Caaba e disse: “Não há outra divindade além de Deus Único. Ele cumpriu a Sua promessa, auxiliou seu servo e derrotou os partidos sozinho. ” Dessa forma, a corrente da oposição desmoronou e o Mensageiro de Deus (S) destruiu a mais importante fortaleza do politeísmo e da idolatria, depois de uma longa luta que durou vinte e um anos. Assim, a Nação e a Mensagem Islâmica.

 

 

A Conquista de Meca

 

As relações entre o Mensageiro de Deus (S) e os coraixitas se deterioraram. A tribo de Khuzá’a se juntou ao exército do Nobre Profeta (S) e a tribo de Kinana se juntou ao exército dos coraixitas. Foi da vontade de Deus, glorificado seja, que as causas da grande vitória acontecessem. A luta entre Kinana e Kuzá’a se iniciou. A tribo de Kinana atacou a tribo de Khuzá’a e os coraixitas ajudaram seus aliados no ataque.

Com isso, os coraixitas quebraram o pacto com o Mensageiro de Deus (S). A tribo de Khuzá’a pediu a ajuda do Mensageiro (S) e ele a atendeu.

Muhammad(S) preparou um exército de dez mil homens e seguiu com ele, em segredo, para surpreender os coraixitas, no dia 10 de Ramadã do ano 8 após Hégira. O exército muçulmano conseguiu alcançar Meca e cercá-la sem o conhecimento dos coraixitas. Abbas Ibn Abdel Mutalib, tio do Profeta, encontrou-se com Abu Sufian, o chefe dos politeístas, fora de Meca. Este lhe pediu que o levasse para ver o Mensageiro (S) e que lhe desse segurança para isso. Abbas foi ter com o Profeta (S), levando o pedido de Abu Sufian. O Mensageiro (S) respondeu: “Pode ir e diga-lhe que lhe damos estabeleceram seus pilares na Península Arábica.

 

As Ondas da Vitória se Seguiram

 

A vitória de Deus Altíssimo e a conquista de Meca se realizaram. Os ecos desta conquista alcançaram à tribo de Huazan. Seu líder organizou, então, um numeroso exército para enfrentar os muçulmanos. Quando o Mensageiro de Deus (S) soube dos preparativos de Huazan, marchou contra eles com doze mil homens. Huazan, porém, ocupou posições por sobre as montanhas de Hunain, no estreito do vale.

 

Os muçulmanos lutaram com intrepidez e derrotaram o inimigo, que fugiu para Taif. EmTaif residia a tribo de Saquif, que fortificou completamente a cidade. Os muçulmanos, porém, a cercaram e fizeram as tribos de

Huazan e Saquif se renderem. Os seus membros submeteram-se e converteram-se ao Islã.

Após a volta do Mensageiro (S) a Medina, surgiram notícias de que os romanos pretendiam invadir o norte da Península Arábica. O Nobre Profeta (S) resolveu enfrentá-los pessoalmente. Ele expediu ordens de convocação aos muçulmanos de Madina e de fora dela. Ele nomeou Ali (AS) como administrador de

Medina. Este, porém, preferia acompanhar o Mensageiro (S) na sua campanha. Muhammad (S) lhe disse: “Você não gostaria de ocupar a posição de Aarão perante Moisés? Fique sabendo que não haverá profeta depois de mim”. Então, o exército muçulmano marchou com trinta mil combatentes até Tabuk, nos limites entre a Península Arábica e o Império Romano. Os romanos ficaram com medo e se retiraram para dentro do território, dias antes da chegada dos muçulmanos. Assim sendo, o Mensageiro (S) retornou para Medina.

 

O Projeto da Imunidade

Durante o período da peregrinação, no ano nove após Hégira, foi revelada a Surata Attáuba (O Arrependimento), abolindo todo tipo de politeísmo. O Mensageiro de Deus (S) ordenou a Abu Bakr que a transmitisse para quem havia sobrado entre os idólatras e aos que continuavam se dirigindo à Casa Sagrada, durante este período, para cumprir a peregrinação de seu jeito. Enquanto Abu Bakr estava a caminho, o Fiel Anjo Gabriel (AS) apareceu com a ordem de Deus para o Mensageiro (S) designar Ali Ibn Abi Tálib (AS) como encarregado da transmissão. O Profeta (S) enviou uma missiva a Abu Bakr, ordenando-o a dar o documento que continha a surata sagrada para Ali (AS). Abu Bakr retornou triste e perguntou ao Mensageiro (S): “Foi revelado algo a meu respeito? ”

O mensageiro de Deus (S) respondeu: “Não, mas fui ordenado a transmitir pessoalmente a mensagem ou encarregar alguém dos meus familiares”.

Ali (AS) seguiu para Meca e parou em Mina, onde leu a sagrada surata. Então, falou com voz alta: “Não entrará mais na Caaba a não ser o crente e ninguém circungirará a Caaba sem vestes.

 

Quem tiver uma promessa do Mensageiro de Deus (S), esta expirará na data estipulada. Quem não tiver um pacto, tem o prazo de quatro meses”. Com essa evidência, foi cerrada a última página do politeísmo em Meca Mukarrama e a Caaba voltou a ser dedicada somente a Deus, não sendo ninguém adorado ali além d’Ele e não sendo praticados naquele local sagrado a não ser os rituais de Seu magnífico culto ritual.

 

 

A Peregrinação de Despedida

 

Quando o período da peregrinação chegou, no ano dez após Hégira, o Mensageiro de Deus convocou as pessoas para cumprirem a peregrinação e lhes informou que também cumpriria a sua. As pessoas se reuniram a ele vindo de todas as partes da península, formando um grupo de cerca de cem mil pessoas ou mais.

O Mensageiro (S) seguiu com aquela multidão na direção de Meca com a intenção de fazer a peregrinação. Eles entraram na cidade e executaram os rituais até chegar ao monte Arafat. O Mensageiro de Deus (S) parou a sua montaria e proferiu ali o seu famoso sermão. Terminando os rituais da peregrinação, o Mensageiro (S) pôs-se a caminho de volta para Medina, acompanhado por aquela multidão de muçulmanos. No caminho, no riacho de Khum, uma região próxima de Al-Jahfa, ao norte de Meca, foi-lhe revelada que apontasse Ali Ibn Abi Tálib como seu sucessor. O Mensageiro (S) fez os muçulmanos parar num cruzamento a partir do qual se separariam, o que significaria que, provavelmente, muitos não ouviriam nunca mais a sua voz. Ele ficou de pé numa local elevado para que todos o vissem e ouvissem. Louvou a Deus e disse: “Óh, gente, eu fui convocado e devo atender. Sou responsável e vocês são responsáveis. O que dizem? ”

Responderam: “Testemunhamos que transmitiu a mensagem, empenhou-se e aconselhou. Que Deus o recompense por isso. ” Ele disse: “Vocês não testemunham, acaso, que não há outra divindade além de Deus?

Que Mohammad é Seu servo e Mensageiro?

Que o Paraíso é certo? Que o Inferno é certo?

Que a morte é certa? Que a ressurreição é certa?

Que a hora chegará incontestavelmente? E que

Deus ressuscitará quem estiver nos túmulos? ”

Responderam: “Nós testemunhamos. ”

Ele disse: “Óh, Deus, seja Testemunha disso. ” Então disse: “Óh, gente, Deus me encarregou e eu sou encarregado dos crentes.

 

Não sou, acaso, o mais apropriado para dirigir os crentes do que eles mesmos? Pois, de quem eu sou mestre, Ali será seu mestre. Óh, Deus seja amigo de quem for amigo dele e inimigo de quem for inimigo dele”. Então, o

Mensageiro (S) desceu e cumpriu uma oração de dois ciclos. Em seguida, o muezin fez o chamado para a oração do meio-dia e o Profeta (S) dirigiu a oração de seus companheiros.

 

A Última Recomendação

O principal objetivo do Mensageiro (S), após o seu retorno da peregrinação, era atacar os romanos, que ameaçavam o norte da Nação Islâmica. Ele começou a convocar um exército enorme para combatê-los, incluindo nele as tribos e os idosos entre os muhajirin e os ansar, como Abu Bakr, Omar, Otman e outros.

Ele nomeou como comandante do exército o jovem Ussama Ibn Yazid Ibn Háritha.

Durante a preparação do exército, o Mensageiro

(S) foi acometido por uma grave enfermidade e piorava cada vez mais.

Mesmo naquela hora grave, ele confirmava a necessidade de despachar o exército de Ussama, sem a falta de ninguém. Alguns, porém, não quiseram obedecer ao pedido do Profeta (S), alegando que não gostariam de se separar do Mensageiro (S). Nas suas horas derradeiras, ele se dirigiu aos companheiros que estavam ali, dizendo: “Tragam-me tinta e papel para escrever-lhes um documento depois do qual não irão se desviar nunca. ” Omar Ibn Al Khattab estava entre os que se encontravam na casa e disse: “Ele está delirando. A dor o está castigando. Nós temos o Alcorão, o Livro de Deus, que nos é suficiente. ” Os presentes se desentenderam e as vozes se alteraram. Alguns diziam para se aproximar, pois o Mensageiro de Deus (S) iria escrever um documento; outros repetiam o que Omar disse. Quando o alvoroço cresceu e o desentendimento aumentou, o Mensageiro de Deus (S) disse: “Vão embora, não se deve pelejar na minha presença! ” Ibn Abbas, expressando a sua tristeza pelo que aconteceu, disse: “Desgraça, toda desgraça foi o que nos separou do documento do Mensageiro de Deus (S).

 

O Mensageiro perdeu o sentido devido à intensidade da dor.

Depois de recuperar a consciência, as pessoas lhe perguntaram: “Quer que lhe tragamos tinta e papel? O Mensageiro de Deus (S) recusou, dizendo: “Que Deus afaste quem vos proibiu.

Porém, recomendo que respeitem os meus familiares. ”

Quando pressentiu que a sua hora havia chegado, passou para Ali (AS) todas as suas recomendações e, finalmente, deu o seu último suspiro no colo de Ali (AS). Assim, a humanidade perdeu o mais importante orientador e o mais digno educador que os céus e a terra conheceram.

 

Islam Sul BR

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